Como lidar com pessoas negativas?

Não sei. É isso. Não tenho mais nada pra escrever.

Bom, brincadeiras a parte😛, na verdade este texto não tem o intuito de ser uma resposta, pois sinceramente não acredito que exista uma pra pergunta do título.
Porém quero desenvolver o questionamento sobre um tipo específico de pessoa negativa: a que não faz nada por ninguém, mas que reclama quando vê alguém fazendo alguma coisa.

Sou uma pessoa extremamente empática, sempre fui. E nunca precisei desenvolver isso, desde criança tenho uma grande facilidade em me conectar com a situação do outro. Por isto, sempre que tenho oportunidade de ajudar alguém, opto por fazer alguma coisa.
Sempre que ajudo, seja uma pessoa específica ou alguma instituição, por motivos óbvios, não saio espalhando isso por aí, pois como bem disse alguém que não me lembro agora, a exposição da sua bondade pros outros não tem nada a ver com caridade, mas sim vaidade. E entenda esta “exposição” como uma forma de mostrar pro mundo o quanto você é bom e maravilhoso e um ser humano incrível!❤
Entretanto, com o advento das mídias sociais, fica muito mais fácil mobilizar muitas pessoas em prol de uma ação beneficente ou em favor de uma (ou várias) causas específicas.

Comecei a me indagar com mais frequência sobre o por que cargas d’água as pessoas reclamam tanto de quem se mostra a fim de ajudar algo ou alguém, quando o casamento gay foi aprovado em todo o território Norte Americano e uma onda de avatares coloridos inundou o facebook.
Ver pessoas menosprezando a ação, dizendo que quem estava colorindo avatares só queria seguir uma modinha e que tem coisas MUITO mais importantes para serem discutidas (como a fome e a violência) me entristeceu. Por vários motivos. Primeiro, porque realmente acho preocupante que em pleno século XXI, AMOR demonstrado em público e que queira ser oficializado juridicamente (conquistando, assim, direitos e seguranças para seu relacionamento) corra o risco de ser rechaçado e violentado. Segundo, “modinhas” desse tipo promovem debate e isso é de extrema importância para mudanças reais. E terceiro, pra ser sucinta, tentar colocar em ordem de prioridade assuntos urgentes, cada um com sua particularidade, não faz o menor sentido. Será mesmo que só dá pra tratar uma mazela por vez?

Bom, daí que há algumas semanas, venho confirmando presença em alguns eventos beneficentes, além de ter criado um outro com algumas amigas. Acho essa ferramenta muito eficaz, pois fica muito mais fácil reunir pessoas com interesses em comum, obtendo mais sucesso para o alcance do objetivo estabelecido.
Porém, como sempre, é impossível escapar dos trolls da negatividade. Recebi uma mensagem inbox que, em tom de brincadeira, criticava minhas “milhares” de confirmações: “Nossa, mais uma confirmação em algum evento de caridade e você vira Madre Teresa! Hahaha”.
Perguntei: “Você vai ajudar?”, ao passo que a pessoa respondeu: “Acho que sim, te mando uma mensagem pra confirmar.”. Não respondi mais.
E sabe, duvido que ajude.

Pois é sempre assim que essas pessoas agem. Diminuindo, menosprezando e ridicularizando atitudes de quem tenta fazer alguma coisa por alguém. E continuando sem fazer nada além de olhar pro próprio umbigo e de reclamar como as coisas estão ruins e de como o mundo está se acabando por falta de amor e compaixão.

E eu entendo que essas situações e pessoas podem nos ajudar a desenvolver paciência e amor pelo próximo, independente de quem seja e do quão chato e inconveniente aquele próximo possa ser, mas às vezes é muito difícil.
Realmente gostaria de ter uma mente e espírito tão evoluídos a ponto de não me entristecer ou ficar irritada com atitudes como essa, mas ainda não cheguei a este nível. E não sei se algum dia vou conseguir chegar, pois fico profundamente indignada com o egoísmo e inutilidade de determinadas atitudes.

Negative-Feedback

Concentração e Disciplina

Definitivamente não sou um exemplo de pessoa concentrada. Minha mente está sempre tentando tirar minha concentração, principalmente das coisas que eu preciso fazer. E mesmo quando tenho interesse em determinado assunto, a facilidade que tenho para me dispersar e pensar em outras coisas, perdendo completamente o foco, é assustadoramente alta. E esta minha característica transforma meus momentos de estudo praticamente numa sessão de tortura.

Porém, apesar da minha mente dispersa, agradeço profundamente à minha mãe por ter exigido de forma tão rigorosa, e de maneira insistente, disciplina e determinação da minha parte. Claro que os métodos dela não seriam os mais aclamados pelos psicólogos atuais, mas funcionaram comigo e isso é o que importa… 😄

Entretanto, no início da vida adulta, eu não tinha mais a “delicadeza” da minha mãe pra me obrigar a estudar. Por isso ao longo do tempo fui desenvolvendo técnicas para adquirir concentração. E eu precisei de muita, muita paciência para poder ver os resultados destas técnicas, afinal, como está mais do que comprovado pela ciência, nosso cérebro realmente não gosta de pensar, e é por isso que temos tanta facilidade na dispersão (uns muito mais do que outros).

Meus passos básicos para desenvolver concentração mínima para estudos são:

  1. A escolha do lugar.
    Esta decisão é muito importante pra mim. Se eu não tiver um lugar minimamente silencioso, com boa iluminação e de composição neutra, ou seja, sem muitos componentes que possam me distrair, 50% do caminho para horas produtivas de estudo já está conquistado. Difícil ultimamente tem sido deixar minhas duas gatas longe do meu cantinho de estudos. Acho mais fácil me concentrar com uma escola de samba tocando na rua do prédio onde moro do que resistir aos ronrons das minhas peludinhas… rs
  2. Organização dos estudos.
    Às vezes pode parecer que o importante é meter a cara nos livros e só. Mas, pelo menos pra mim, organizar previamente meus estudos é de extrema importância. Se eu não estipular em qual dia estudarei qual matéria e por quanto tempo, eu simplesmente não consigo me concentrar. Meu cérebro funciona muito melhor quando tenho metas e/ou pontos pré-determinados a serem seguidos. E, além disso, a distribuição de tempo e dedicação para assuntos diferentes se torna muito melhor quando existe um roteiro (no meu caso).
  3. Alimentação.
    Estudar com fome ou com o estômago cheio de mais nunca funciona comigo. Principalmente porque quando estou com fome, fico extremamente irritada e sem paciência, logo, me concentrar no que quer que seja se torna uma missão impossível. E se meu estômago estiver cheio demais, ficar sentada torna-se um incômodo surreal. E estudar deitada é certeza de que irei dormir em cima do que quer eu esteja lendo.
  4. Horário.
    As primeiras horas do dia são as mais improdutivas pra mim. Tarde e noite, mesmo após um dia cansativo, são os melhores momentos pra colocar meu cérebro pra trabalhar.
  5. Ter consciência do que me atrapalha.
    Eu adoro ver filmes, séries, ler livros e olhar de minuto em minuto o que acontece nas redes sociais. Conhecendo o inimigo, coloco o celular no silencioso (sem vibracall), escondo o aparelhinho que conecta a netflix na televisão e deixo meus livros fora do meu campo de visão. Nem sempre funciona, mas tenho um aproveitamento de quase 90%… Hahaha
  6. Saber meu limite.
    Uma vez com a mente focada, consigo estudar por um longo período de tempo. Contudo, quando meu cérebro começa a me obrigar a parar, inclusive dando sinais físicos de cansaço, definitivamente o melhor a fazer é fechar os livros e cadernos e ir dormir ou distrair minha mente com algo mais leve e de fácil assimilação.

Mas, apesar de todas essas estratégias, o que tem me ajudado muito a alcançar sucesso nas tentativas de concentração tem sido a meditação. Não sou expert na prática, pelo contrário, comecei de maneira contínua há poucos meses (cerca de dois, pra ser exata) e essa tem sido a forma mais assertiva para alcançar qualidade na concentração.
Tenho usado métodos muito simples, mas que ainda assim foram incrivelmente difíceis logo no começo.

Iniciei utilizando o barulho do relógio como foco pra minha mente. Visto uma roupa confortável, escolho uma posição que não me incomode por um longo período de tempo (só não me deito pois aí irei me concentrar tanto que com certeza dormirei) e fico em silêncio, só escutando o barulho do relógio. Não lembro onde li esta técnica, mas foi a que mais me ajudou a limpar minha mente tendo alto aproveitamento logo no início.

Também utilizo uma técnica que aprendi com minha psicóloga, assim que iniciei a terapia há alguns anos atrás, chama-se “a mensagem do bem”.
Sento de maneira confortável e escolho uma palavra ou frase positiva (por exemplo, “eu me sinto bem”, “sou grato por tudo que tenho em minha vida” ou “sou capaz de me concentrar”. Repito em voz alta a frase escolhida várias vezes, me concentrando no som das palavras. Em seguida, a reproduzo mentalmente, deixando o ambiente em silêncio. Este exercício é muito mais difícil e é preciso um pouco de insistência para conseguir ver resultados, mas ele é realmente muito bom. A medida que for ficando mais fácil, é bom aumentar a duração, pois assim você condiciona seu cérebro a se concentrar por períodos maiores de tempo. Comecei praticando durante cinco minutos e cheguei a conseguir me concentrar durante 20. Mas por ter ficado muito tempo sem praticar, atualmente consigo por aproximadamente dez minutos. O treino leva à paciência para praticar, pois sua mente fica constantemente tentando te boicotar e às vezes isso é irritante.

Se você tiver alguma dica para concentrar-se nos estudos, divide comigo! Adoro aprender coisas novas.🙂

Sobre mudanças

Publicação inspirada neste texto.

Desde que resolvi voltar a escrever numa página pessoal, descobri o quanto as redes sociais e o fácil acesso a smartphones e a internet mudaram a forma como as pessoas se expõem pro mundo.
Escrevo em blogs desde 2003, se bem me lembro, e esta terra chamada internet era extremamente inóspita se comparado a quantidade de pessoas que fazem uso dela atualmente.
Não havia tantos vídeos, fotos e opiniões (geralmente de merda) complexas escritas em apenas 140 caracteres ou expostas através de uma imagem com alguma frase de impacto.

Realmente acredito que ter um blog de opinião, hoje, é um desafio. Primeiro porque a chance de você falar pra sempre com as paredes é altíssima, e segundo que se suas opiniões forem muito fortes e polêmicas, a chance de você sofrer com agressões verbais (com chance de virar físicas) é muito maior.

Eu simplesmente perdi quando foi que tudo começou a ficar tão violento e superficial. Não consigo me lembrar da transição entre “discutir civilizadamente” para “massacre e ódio gratuito”.
Muitos dizem que a falta de educação das pessoas somada à facilidade de anonimato e a sensação maior de impunidade que a internet traz, muito maior do que a da “vida real”, é que impulsiona toda esta bagunça que está o mundo virtual. Também acredito nisso. Mas a minha dúvida sempre será: o que faz com que alguns se sintam tão bem em semear discórdia e serem tão violentos?
É claro que existem N fatores e entrar em todas as questões filosóficas e sociais deste assunto vai render texto até 2020, mas mesmo analisando superficialmente, pra mim é extremamente difícil entender como toda esta situação está se construindo e o rumo que estamos tomando. E, por pior que seja admitir isso, tem sido tão nítido pra mim que tudo está indo de mal a pior, que realmente prefiro ignorar. Simplesmente finjo que nada acontece e passo meus dias lendo livros, vendo filmes e curtindo fotos de bichinhos fofos na internet.

Mas, sabe… Fugir completamente disto é impossível. E aí vai dando um desespero por ver pra qual buraco que está todo mundo caminhando. Eu sempre me senti indo na contra-mão das coisas, mas de alguns poucos anos pra cá, parece que eu tô indo cada vez mais sozinha no sentido da civilidade e ponderação.

E considerando que o intuito desde novo blog é dar opinião sobre o que quer que venha à minha cabeça, opiniões estas que quase sempre geram discussões acaloradas, espero mesmo que as coisas comecem a mudar pra melhor. Eu sei que é quase como esperar por um milagre, mas não dizem que a esperança é a última que morre? Pois é, por incrível que pareça, a minha continua dando sinais de vida.

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